22 de jan de 2014

Resenha: A teia de Charlotte - E. B. White

Resenha de Celly Borges.

Talvez você conheça essa bela história de A teia de Charlotte mesmo sem ter lido o livro. Ela foi lançada no cinema em janeiro de 2007, com o nome de A menina e o porquinho e trouxe Dakota Fanning no papel da menina. No original, Julia Roberts fez a voz de Charlotte, e a trilha sonora é assinada por Danny Elfman.

E. B. White (Elwyn Brooks White 1899-1985) encanta em sua forma de contar essa magnífica história tão simples e ao mesmo tempo tão rica. Repleta de amizade e doces palavras.

Na fazenda, vários porquinhos nasceram à noite, então o senhor Arable sai com com seu machado naquela manhã, antes mesmo do café. Sua filha Fern fica horrorizada, pois descobre que um dos porquinhos nasceu raquítico e por este motivo não cresceria muito seria como um atraso para eles e teriam muitos gastos para criá-lo e precisaria ser sacrificado.

A menina corre até o pai, implora e acaba por impedir de cometer essa tamanha maldade.

Fern consegue ficar com o porquinho, a quem dá o nome de Wilbur, mas ele não poderá permanecer na fazenda por muito tempo, então, em comum acordo, o bichinho é vendido para o tio de Fern, que tem bastante espaço, pode cuidar do porco e a menina pode visitá-lo quando quiser o que ela faz bastante, sempre está lá com seu amiguinho. Senta-se num banquinho fora do cercado de Wilbur e passa tardes e mais tardes ali, quietinha.

Até que um dia uma notícia ruim chega, Wilbur será morto. Então entra em cena a Charlotte do título. Ela é uma aranha muito calma e querida. Faz suas teias perto na viga do celeiro do porquinho. Os dois são grandes amigos. Assim, Charlotte começa a tecer palavras como “Belo Porco” e “Incrível” para que as pessoas vejam o quanto Wilbur é especial e desistam de matá-lo.

É interessante ver esse trabalho de amizade, a busca pelo bem de um amigo querido que está em apuros. E ninguém o abandona.

Até podemos pensar que na verdade quem e especial é a aranha. Nesse caso, a questão é levantada pela senhora Zuckerman, tia de Fern:

“– Bem, parece que você está um pouco desnorteado. Acho que o que nós temos é uma aranha fora do comum.
– Oh, não – disse o senhor Zuckerman. – É o porco. Está escrito lá, bem no meio da teia”.

Então a fazenda se transforma.  Todo mundo quer conhecer esse porco diferente.

Na fazenda há outros animais, alguns não muito bem-vindos, como o interesseiro rato Templeton, que acaba tendo um papel bastante importante muito além de suas reclamações e má vontade.

Acontece que Charlotte consegue salvar o amigo e até mesmo fazê-lo participar de uma feira, onde mais aventuras acontecerão.

A teia de Charlotte (Charlotte's Web, Editora Martins Fontes, 206 páginas, R$39,30) foi publicado pela primeira vez em 1952 e traz várias belas ilustrações de Garth Williams. É de E. B. White o livro Stuart Little, que também foi filmado. A autora ganhou o Prêmio Pulitzer pelo conjunto de sua obra em 1978.

Essa leitura faz parte do Desafio Literário Skoob 2014.

Serviço
Título original: Charlotte's Web
Editora: Martins Fontes
ISBN: 8533619529
Ano: 2004
Páginas: 206
Tradutor: Valter Lellis Siqueira
SkoobMartins Fontes

Resenhista
Celly Borges é escritora, blogueira, sonhadora e depois que leu essa história, toda aranha que vê chama de Charlotte e todo rato, de Templeton. Tem um carinho imenso pelo livro e por isso recomenda a todos.

7 comentários:

  1. O filme eu não vi, mas assisti ao desenho, acho que do final dos anos 70, começo dos 80... E nunca mais me esqueci! Deu vontade de ler o livro, vou anotar aqui porque sempre esqueço de procurá-lo...

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    1. Realmente! Tem o desenho, assisti bastante e adoro! Busque o livro, sim, ele é muito, muito bom! Até suas meninas podem adorar =)

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  2. Sabia que conhecia esse nome de algum lugar!..rs
    Não vi o filme, mas tinha uma vaga ideia sobre a história. Vou anotar a dica para o mês dos infantojuvenis ;)
    beijo

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    1. É muito lindo! Será uma ótima leitura =)

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  3. Celly, o desenho dessa história era um dos meus preferidos quando criança!

    Beijoss

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    1. O desenho era muito bom! Pena que não fazem mais desse tipo, as crianças de hoje têm desenhos muito ruins para ver =(

      bjosss

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  4. o filme é muito bem feito....

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